Ninguém morre pelo fim de uma amizade

Ninguém morre pelo fim de uma amizade. Pode ser uma frase rude e até com certo desdém, mas enxergo como algo que acontece muito e que, em algumas vezes, nem é para se lamentar ou tentar resgatar. É para deixar para trás mesmo.

Sobre o que pode gerar esse tipo de situação, há muitas variáveis, mas não vou adentrar nas questões das vivências do ser humano, de cada um com sua história, sua criação, seus traumas, sua forma de enxergar a vida e de lidar com o outro… seria muita teoria, complexidade e nem vou tentar filosofar sobre.

O que penso é que, quando se trata de relações que afetam de alguma forma a vida e o modo como as situações são “encaradas”, você pode ser a pessoa mais consciente e evoluída do mundo, não há análise sensata, nem santo, nem Deus que te façam mudar de ideia, quando você decide por fim a algo.

Comigo foi assim: indo direto ao ponto, não vou detalhar o que deu o start, os rumos que as coisas foram tomando e o porquê se chegou ao fim. Cito apenas o que veio depois: puro lixo emocional em forma de e-mail, cheio de acusações, julgamentos e dedos apontados. Achei totalmente desnecessário. As ações tomadas dispensavam tanta palavra amargurada e cheia de mágoa.

A verdade é que bastou eu adotar a posição de jogar o mesmo “joguete melindroso” do qual fui acusada para o ~Ki-suco~ ferver (e esse tipo de atitude é típico de quem me acusou). Dica: para saber quem uma pessoa realmente é, aja da mesma forma que ela e avalie sua reação. Com certeza, se ela se sentir atingida, é porque faz de propósito, sem boa intenção alguma por trás. Até um post destinado a outras pessoas foi interpretado como indireta (oi?). Quem geralmente age assim, costuma achar que os outros agirão igualzinho.

Nunca me julguei exemplo de pessoa a ser seguido, nem A melhor amiga, não cobro perfeição, muito menos gratidão eterna (nem sei se já fiz algo que merecesse nada além de um simples obrigada). Pelo contrário: acho isso uma petulância ridícula!

Eu gosto é da leveza, detesto cobranças porque não sou de cobrar o que eu mesma não estou disposta a dar!

Também li colocações, como: “não tenho problema em fazer novas amizades na mesma velocidade em que desfaço uma que me faça mal”. Isso só prova que a minha atitude foi corretíssima! Raciocinem: se a minha amizade fazia mal, não tinha motivo para continuar a conviver, concordam? Ninguém é obrigado a nada, gente! E isso é libertador!

Sobre as “novas amizades”, claro que devemos fazê-las! Também as faço e tenho novos amigos ótimos, mas não desmereço os antigos! Eles me são valiosos! No caso em questão, eu só desejo que a confiança seja algo fundamental para que essas relações durem, pois imaginem o quão difícil será fortalecer e fazer durar algo com pessoas nas quais você não confia, julgando que poderá ser o “assunto da noite”, só por mudar de opinião e achar que isso incomodará tais pessoas? Por exemplo, num momento, dizer que tem orgulho e amor próprio e que não iria de forma alguma a tal lugar, mas depois resolver ir e ter o receio de que falem pelas suas costas. Por que pensar assim? Não é dessa forma que se evita futuros conflitos e se fortalecem os laços. Mas é nas diferenças que conhecemos melhor o outro, as suas atitudes e avaliamos até que ponto continuará na nossa vida. Se tudo é levado com receio de por as cartas na mesa, verdade, sinceridade, olho no olho, agindo só por conveniência ou tirar vantagem, eu digo a vocês: isso é partido político, torcida organizada, seita religiosa, qualquer outra coisa, menos AMIZADE… no máximo, uma “colegagem“.

Impossível não comparar a relação com as amizades antigas, que sempre quiseram o seu bem e, mesmo com a situação do “fui atacada, esperei uma mensagem só para saber se eu estava bem, mas não recebi” – em que preferiu resolver com a distância, sem dar chance alguma a quem sempre esteve perto, compartilhando momentos bons e ruins -, nunca ouvi nenhuma delas falarem ou desejarem mal algum. Pelo contrário: lamentaram com tristeza o afastamento, sentiram falta.

Apesar de não me sentir devedora de explicação alguma, não tenho problemas de orgulho (se fosse bom, quem é cheio dele poderia vender e ficar milionário) e respondi na maior paz interior a todas as colocações expostas. Não me defendi de nada. Muitas das palavras estão aqui nesse texto. Porém, fiz de uma forma que sabia que não seria “ouvida”. As minhas palavras escritas, como eu previa, foram devolvidas. E eu já esperava, pois quando alguém compõe um tribunal, promove-se juíza, julga tudo a sua maneira e sentencia, isso só prova que a nossa atitude foi a melhor a ser tomada.

Disso tudo, concluo: tem pessoas que é melhor a gente ou tirar, ou deixar ir mesmo da nossa vida. Pelo bem das 2 partes. Reitero: ninguém morre pelo fim de uma amizade. Ainda bem!

Ah! Ainda recebi de bônus votos de que eu fosse feliz porque eu preciso e mereço. Bom, feliz eu sou demais! E desejo ser mais ainda! Afinal, quem é o/a diferentão/diferentona para dizer que não deseja? Então, só agradeço e desejo o mesmo: VSF = Vá Ser Feliz você também! (Não, não é ironia e não, nada tem a ver com aquele famoso palavrão).

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