Olhou a caneca, cheia d’água… Virada para ela estava o desenho: a moça elegante, que recebia flores do seu amado, ajoelhado à sua frente e coraçõezinhos bailando ao redor dos dois…
Preenchendo aqueles números na planilha de maneira automática, ouvia músicas que lembravam aquele que ela percebeu ainda estar fazendo morada em seu coração.
E resolveu ouvir as músicas da banda que tem o nome do cantor – aquele que fala do “espaço entre eles”, “da garota dos sonhos” e “da graça que se foi” – porque lembrou com tanto carinho dele, que foi até a sua rede social para matar a saudade só de olhar sua foto. E seu coração se entristeceu…
Percebeu que a vida segue, que seus mundos são realmente opostos e que aqueles encontros foram como um eclipse ou a passagem de um cometa – levam centenas de anos para que se repitam. Despediu-se dele ali, sem comunicá-lo, porque não precisaria fazê-lo (talvez ele já tivesse feito isso antes dela)…
O rei do seu castelo, de quem ela sonhou ser princesa um dia, ela resolveu deixá-lo ir do coração, em seu cavalo branco alado. A última mensagem recebida com palavras doces – amor e saudade – foi apagada.
E ela agora se despede, e as lágrimas não cessam, seu coração bate devagar, há um nó na garganta e as pessoas ao seu redor chegam perto dela, abraçam-na, querem saber o porquê (ela está em silêncio):
“Lovers…love…lovers
Just for tonight, one night…love you
And tomorrow say goodbye”
Goodbye… Pra sempre.
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